terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

XXV ENCONTRO NACIONAL dos ex-MILITARES DA COMPANHIA DE CAÇADORES 3309 (Moçambique 1971-1973)

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A vossa presença é a razão da nossa continuidade...





domingo, 1 de fevereiro de 2015

"TARTIBO MEU AMOR"







Olá Irmão Leite

Vejo que ainda estás na posse dos teus recursos. Na verdade BINGASTE.
É mesmo o nosso camarada Barros.

O operador de imagem para o casting foi este teu humilde amigo que,  para as artes da fotografia, tenho de reconhecer, ainda me encontrava na fase de ESTAGIÁRIO.

Mas, falando de forma mais séria, a intenção destes e outros documentos fotográficos, é apenas  transportarmos o nosso subconsciente para aquele período difícil, mas rico na relação que tem permanecido ao longo de tantos e tantos anos.

No caso concreto, apenas pretendo enviar o meu abraço àquele camarada e amigo com quem privei momentos inesquecíveis, não subestimando todos os outros, onde tu, irmão Leite, te incluis.

Qualquer fotografia ou outro documento, tem uma história. E no caso, vou tentar em rápidas palavras descrever as razões pelas quais o irmão Barros se encontrava em topless, numa delas e noutra em pleno streap-tease. (Ele que me perdoe a inconfidência).

O Tartibo estava cercado de água. As patrulhas ou eram feitas de Zebro ou em progressão apeada, praticamente sempre dentro de água.

No local onde fizemos aquela paragem para pernoita, era dos poucos onde se pisava terra firme.

Em plena época das chuvas e com as fardas encharcadas, resolvemos proceder ao descasque das mesmas e pô-las a secar até para contrariar as investidas do mosquito Anopheles que, como sabes, eram o principal agente transportador do paludismo (malária).

E aqui fica esta pequena recordação, para que cada um de nós possa ler aos netos. Não vão eles, se tiverem acesso as estas fotos sem qualquer legenda elucidativa, pensar que aquilo que os avós viveram há quarenta e tal anos atrás, era uma uma grande "rebaldaria".

Se o Carlos Vardasca quiser postar no seu blogue, por mim, está à vontade.


Abraço para ti e todos os nossos camaradas.


Filipe Pinto

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

FESTAS FELIZES E UM ANO NOVO MUITO MAIS SOLIDÁRIO


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Desejo a todos vós, familiares e amigos, umas boas festas e que o ano de 2015 seja mais solidário.

Carlos Vardasca
22 de Dezembro de 2014

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

31º Almoço de Convívio da Companhia de Artilharia 2745


CONVÍVIO DA COMPANHIA DE ARTILHARIA 2745
31º Almoço Convívio em 4 de Outubro de 2014
42º Aniversário do regresso de Moçambique
RESTAURANTE "O PALHINHAS" em Rio Maior
11,00 horas: Concentração

13,00 horas: Início do almoço
Intervalo com visita às salinas
18,00 horas: Lanche

Confirmações até ao dia 28 de Setembro de 2014 para:
Manuel Costa. Telefone: 243993113/919934411
Atílio Santos. Telefone: 244814365/966908625

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Faleceu o nosso companheiro da C.CAÇ. 3309, Agostinho Monteiro Ribeiro

O Ribeiro (em baixo de camisa branca) na companhia do Meira (ao seu lado) do Amável e Sousa em cima. Foto tirada no aquartelamento de Nangade. Moçambique 1971. Esta foto está incluída no livro "Do Tejo ao Rovuma", página 113. Editora Euedito. Carlos Vardasca 2012.
(Clicar na foto para a ampliar)


Caros Cocuanas;
É com muita tristeza, dor na alma e pesar, que participo o falecimento do nosso camarada Agostinho Monteiro Ribeiro, soldado cozinheiro. O seu falecimento ocorreu no dia 16 de Julho. Tinha sido operado a um carcinoma cerebral que o deixou emocionalmente combalido, mas paulatinamente foi recuperando. Dias antes do falecimento, levantou-se de noite silenciosamente para não acordar ninguém e sem acender as luzes, caiu e partiu duas costelas. Gritou e imediatamente foi transportado para o hospital, onde contraiu uma pneumonia. Dado o seu estado de debilidade e as suas defesas reduzidas, sucumbiu rapidamente. Fumador inveterado, não foi essa a causa do óbito. Mesmo assim o “RIBEIRO” era um rapaz excepcional. Cozinheiro limpo. Encontrei-o muitas vezes na praia das Caxinas e nos primeiros anos fizemos umas sardinhadas. Nunca veio a qualquer encontro militar, mas isso já são outras histórias. Era padeiro e dono da mesma: a padaria SOUSA, no lugar do Salto em Amarante. Deixa mulher e dois filhos (rapaz e rapariga, 34 e 35 anos) continuador na profissão. O contacto com ele era demasiadamente difícil, quer por telefone quer pessoalmente. Vários camaradas tentaram (eu, inclusive), mas niguém conseguiu. Nesta última e derradeira tentativa para obter mais esclarecimentos, a esposa, desfez-se em lágrimas e simpatia. Mudou? Pena ser tarde.


Para o camarada e Cocuana RIBEIRO, a nossa sentida homenagem e o nosso abraço solidário. Onde quer que estejas, paz à sua alma. Com certeza que será mais lembrado agora. Nos encontros recordamos sempre os camaradas que já partiram, embora continuando presentes no nosso coração
  
Texto enviado por:
João da Silva Arteiro

sábado, 23 de agosto de 2014

Pequena crónica de uma passagem por Vila Viçosa

Eu, a Odília e o amigo Lobo. Vila Viçosa 2014

Nestas férias de 2014, eu e a Odília decidimos desta vez percorrer todo o Baixo e Alto Alentejo (a Mafalda estava em Portimão) num trajecto entre Beja e Nisa que durou cerca de uma semana, com paragem e estadia nos locais mais significativos do percurso. 
A quando da nossa passagem por Vila Viçosa, contactei com o meu amigo Lobo (meu companheiro da Companhia de Caçadores 3309 - Norte de Moçambique 1971-1973) que me disse mais tarde, quando lhe telefonei, que estava a tentar dormir a sesta sentado numa cadeira, num pequeno cubículo da sua loja. 
Segundo me disse, dantes tinha ali um pequeno sofá que lhe proporcionava sestas mais tranquilas e confortáveis, mas alguém o aconselhou a retira-lo, por não ser legal ter aquele "estandarte" num local de comércio. 
Como estava muito calor, lá nos fomos "refrescar" numa esplanada no centro de Vila Viçosa, onde no final de nos saciarmos, lá me "salvou" de uma pequena "burla" tentada por um dos funcionários do café, que estava relacionada com o preço a pagar pelas cervejas por nós "emborcadas", cujo ticket dizia 8,40€ mas que ficou reduzido a 6,20€ devido à sua intervenção junto da proprietária do café. 
Se algum de vós conhecer o Lobo e for a Vila Viçosa e quiser encontrar este amigo, deve dirigir-se ao seu "escritório", denominação que ironicamente atribui à delegação do seu "clube do peito" (Sporting Clube de Portugal), que funciona em frente da sua loja, num pequeno café/cervejaria, que serve de sede e local de encontro dos Sportinguistas da terra, onde ele dá "alimento" à sua saliente barriga, emborcando copos de tinto "uns atrás do outros", numa frequência onde "cada rodada calhe a todos". (Nunca são menos de seis)
Depois de anteriormente eu e a Odília termos almoçado no típico restaurante "O FORNO" onde nos deliciámos com um excelente Cozido de Grão, à noite já jantámos com o Lobo no restaurante "Florbela Espanca", num convívio bastante agradável que promete repetir-se. 
É bom, de vez em quando, encontrarmos os nossos amigos e, quando viajo, levo sempre comigo uma listagem dos contactos da malta que esteve comigo em Moçambique na Guerra Colonial. O que foi curioso e ainda bem que isso aconteceu, neste nosso encontro não falámos uma única vez daquela guerra que nos atormentou durante cerca de 26 meses e que nos obrigou (e aos nossos companheiros da C.CAÇ. 3309) a viver situações bastante dramáticas. Foram férias curtas mas muito agradáveis, à medida das "parcas moedas que tilintavam na profundidade dos nossos bolsos".

Carlos Vardasca
23 de Agosto de 2014