
Que Império ?
Este país que mais amo,
mais houvera, não sentia igual,
oh...que descobertas tão mentidas
como te sentes pequeno Portugal.
Vestiste África por medida
fixas-te valores que não eram teus,
iludiste a tua identidade,
colonizaste os filhos meus.
Impuseste a opressão colonial
amordaçando a voz que não era tua,
mergulhaste no silêncio das viúvas
mentiste, secas-te o suor de quem sua.
Este país que mais amo,
mais houvera, não sentia igual,
oh...que descobertas tão mentidas
como te sentes pequeno Portugal.
Vestiste África por medida
fixas-te valores que não eram teus,
iludiste a tua identidade,
colonizaste os filhos meus.
Impuseste a opressão colonial
amordaçando a voz que não era tua,
mergulhaste no silêncio das viúvas
mentiste, secas-te o suor de quem sua.
Fizeste embarques triunfais
de tropas famintas por desertar,
com mulheres acenando ao vento,
sob peso de botas a marchar.
Regressaste de África nu,
a tudo perdeste o direito,
com o saco das vitórias vazio
nas viúvas a angústia no peito.
Hoje choras com saudade
a orgia colonial que findou,
Portugal, que lindo és
tão pequeno tão saudável,
tão país que ficou.
Esta é a dimensão real
pedaço térreo que somos,
p´ra quê fingir...que Império ?
se colonizados sempre fomos.
Carlos Vardasca
10 de Junho de 2009
Foto de Alfredo Cunha
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