
(...) Na época das chuvas, era frequente as águas do rio Rovuma se juntarem com as do rio Metumbué ao transbordarem as suas margens, o que provocava enormes cheias na zona. O aquartelamento da C.CAÇ. 3309 em Nova Torres ficava no meio daqueles dois rios e, por esse facto, era constantemente alagado, causando enormes dificuldades de mobilidade e de sobrevivência. Antes de anoitecer a malta atava os cobertores e as capas de oleado aos troncos das árvores e ali se refugiava. No dia seguinte, e em todos os outros enquanto durou as cheias, os helicópteros ou as DOs lançavam os sacos do correio e do pão e de outros víveres em voo rasante, indo aqueles haveres cair regra geral no lodo ou na zona alagada...
Por esse facto, a C.CAÇ. 3309 teve que abandonar aquela posição e mudar de local, e construir novo aquartelamento, que foi construído numa zona mais elevada e a cerca de cinco quilómetros de Nova Torres a que se deu o nome de Tartibo (...)
Nota: Na foto está o enfermeiro Azevedo da C.CAÇ. 3309.(Nova Torrres, 1971)
Carlos Vardasca
03 de Maio de 2007
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