
(...) Estávamos acampados na Serra da Olga em Chaves a tirar o IAO, quando nos deram a notícia de que a Companhia de Caçadores 3309 tinha sido mobilizada para o norte de Moçambique, para a Provìncia de Cabo Delgado junto à fronteira com a Tanzânia.
Perante aquela notícia houve alguém que comentou:
- Cabrões! não tinham mais ninguém para enviar para lá senão nós - e para que querem lá tanta gente?
Na tenda ao lado, onde "gemia" uma guitarra que depressa se calou, deu-se lugar ao burburinho prenhe de inquietações que alguns fingiam não estar a acontecer.
Um silêncio tremendamente ensurdecedor apoderou-se de todo o acampamento, sentindo-se "desmoronar dentro de cada um de nós alguns castelos que ainda imaginavamos poder habitar e que deles estavamos a ser expulsos" (...)
Perante aquela notícia houve alguém que comentou:
- Cabrões! não tinham mais ninguém para enviar para lá senão nós - e para que querem lá tanta gente?
Na tenda ao lado, onde "gemia" uma guitarra que depressa se calou, deu-se lugar ao burburinho prenhe de inquietações que alguns fingiam não estar a acontecer.
Um silêncio tremendamente ensurdecedor apoderou-se de todo o acampamento, sentindo-se "desmoronar dentro de cada um de nós alguns castelos que ainda imaginavamos poder habitar e que deles estavamos a ser expulsos" (...)
Nota: Na foto, aproveitava um dos raros momentos de tranquilidade, e tentava alinhavar umas escassas linhas que serviriam de conforto a alguém bem distante.
Carlos Vardasca
02 de Maio de 2007
2 comentários:
"PORRA" pai o teu blog está muito à frente. Continua. Bjs
Pois é filhota
Temos que fazer algo em prol da história.
As memórias são para se conservar, numa luta cruel entre os que pretendem o seu esquecimento e os que fazem dela o testemunho de uma geração que se mantém sempre viva.
Beijocas do pai
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