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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Faleceu o nosso companheiro da C.CAÇ. 3309, Agostinho Monteiro Ribeiro

O Ribeiro (em baixo de camisa branca) na companhia do Meira (ao seu lado) do Amável e Sousa em cima. Foto tirada no aquartelamento de Nangade. Moçambique 1971. Esta foto está incluída no livro "Do Tejo ao Rovuma", página 113. Editora Euedito. Carlos Vardasca 2012.
(Clicar na foto para a ampliar)


Caros Cocuanas;
É com muita tristeza, dor na alma e pesar, que participo o falecimento do nosso camarada Agostinho Monteiro Ribeiro, soldado cozinheiro. O seu falecimento ocorreu no dia 16 de Julho. Tinha sido operado a um carcinoma cerebral que o deixou emocionalmente combalido, mas paulatinamente foi recuperando. Dias antes do falecimento, levantou-se de noite silenciosamente para não acordar ninguém e sem acender as luzes, caiu e partiu duas costelas. Gritou e imediatamente foi transportado para o hospital, onde contraiu uma pneumonia. Dado o seu estado de debilidade e as suas defesas reduzidas, sucumbiu rapidamente. Fumador inveterado, não foi essa a causa do óbito. Mesmo assim o “RIBEIRO” era um rapaz excepcional. Cozinheiro limpo. Encontrei-o muitas vezes na praia das Caxinas e nos primeiros anos fizemos umas sardinhadas. Nunca veio a qualquer encontro militar, mas isso já são outras histórias. Era padeiro e dono da mesma: a padaria SOUSA, no lugar do Salto em Amarante. Deixa mulher e dois filhos (rapaz e rapariga, 34 e 35 anos) continuador na profissão. O contacto com ele era demasiadamente difícil, quer por telefone quer pessoalmente. Vários camaradas tentaram (eu, inclusive), mas niguém conseguiu. Nesta última e derradeira tentativa para obter mais esclarecimentos, a esposa, desfez-se em lágrimas e simpatia. Mudou? Pena ser tarde.


Para o camarada e Cocuana RIBEIRO, a nossa sentida homenagem e o nosso abraço solidário. Onde quer que estejas, paz à sua alma. Com certeza que será mais lembrado agora. Nos encontros recordamos sempre os camaradas que já partiram, embora continuando presentes no nosso coração
  
Texto enviado por:
João da Silva Arteiro