quarta-feira, 4 de novembro de 2009
"Um mundo silencioso que não está a salvo. Um outro combate que a todos nós pertence"
D I V U L G A Ç Ã O
(...) A Greenpeace está a divulgar o vídeo O Fundo da Linha para alertar para a destruição causada pela pesca de profundidade em águas internacionais. Este vídeo conta com o apoio de Sigourney Weaver e insta os governos de todo o mundo a adoptar medidas concretas e urgentes para defender a vida marinha que se esconde nas profundezas dos oceanos.
Em Novembro deste ano a Assembleia Geral das Nações Unidas vai voltar a abordar este tema e vai decidir os próximos passos relativamente à implementação da resolução 61/105. Esta resolução pede a tomada de medidas imediatas que administrem os stocks de peixe de maneira sustentável e que protejam os ecossistemas marinhos vulneráveis de práticas de pesca destrutivas.
Desde o dia 16 de Outubro, que a Greenpeace está na estrada para sensibilizar consumidores para as ameaças que os ecossistemas vulneráveis em alto mar enfrentam e pressionar os retalhistas a tomar a liderança e parar de comercializar espécies de peixe de profundidade. Estas grandes empresas têm o dever de garantir aos seus consumidores a sustentabilidade de todo o peixe que vendem e de não encorajar a destruição dos últimos refúgios de vida marinha do planeta.
Entra em acção: assina a petição aos supermercados para que ponham fim à comercialização de espécies de peixe de profundidade.
Acreditamos que este vídeo é uma boa oportunidade para divulgar as ameaças que os ecossistemas das águas profundas enfrentam. Contamos com o teu apoio: divulga O Fundo da Linha e encoraja os teus contactos a assinar a petição (...)
Um abraço,
Lanka, Lara, Osvaldo e toda a Greenpeace.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
A indignação também já chegou ao Porto
Se aqueles que por lá passaram não dissessem nada, toda a gente pensava que estava tudo bem. Agora ainda podemos ter uma pequena esperança. Como a nova ministra da educação é escritora, pode ser que venha a colocar nos manuais escolares informações do que foi a guerra colonial ou do ultramar, como quiserem, e até talvez, quem sabe se por vergonha ou peso na consciência, o novo ministro da defesa venha a repensar a vergonha das pensões que o estado concede aqueles que entre 61 e 75 deram o coiro ao manifesto em África (...)(...) A guerra faz parte da história recente e não pode ser apagada. Mas a forma como os ex-combatentes, os do serviço militar obrigatório, que foram mesmo obrigados a ir para a guerra, estão a ser desprezados, ofendidos e ostracizados pelo poder central também vai fazer parte da história.
Pequena nota de
Bernardino Cassiano
ex-Alferes Miliciano
da Companhia de Caçadores 4242
Foto: Artigo do ex-combatente Hernâni Ferraz publicado no Jornal de Notícias de 24 de Outubro de 2009.
Foto: Artigo do ex-combatente Hernâni Ferraz publicado no Jornal de Notícias de 24 de Outubro de 2009.
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Protesto sobre o Suplemento Especial de Pensão
domingo, 1 de novembro de 2009
Um protesto que nos chega dos Estados Unidos da América
Ainda sobre o Suplemento Especial de Pensão atribuído aos ex-combatentes e que foi alvo recentemente de um verdadeiro roubo, a que o actual governo ainda terá que ser confrontado e prestar justificações perante um grande protesto a nível nacional que penso que todas as Associações de ex-Combatentes devem desde já começar a organizar, recebi de Moisés J. Cavadas, ex-combatente em Angola (1965-1967) e actualmente radicado nos EUA, o presente texto que passo a editar.To: Carlos Vardasca. Do Tejo ao Rovuma (web)
Caro Amigo Carlos
De novo a roubar-lhe mais um pouco do seu precioso tempo, entretanto o seu volume de correspondência electrónica é sempre "welcome" (bem vinda)...
Amigo, no seu web verifiquei que é bem visível a reclamação dos ex-veteranos (como o meu amigo) ...inconformados com a situação do governo roubar uns milhões de "tostões" (euros) com a redução do suplemento da miserável pensão.
Há um sentimento de injustiça contra nos veteranos. Uma chuva de cartas foram recebidas no ministério da Defesa reclamando o descontentamento de todos nos veteranos.
A este propósito foi publicado num jornal Americano o seguinte, que passo um resumo:
COLONIAL WAR - PORTUGUESE GOVERNMENT TAKE AWAY COINS A EXCOMBATANTS (guerra colonial - governo português tirou tostões a ex-combatentes)
Mais adianta o jornal:
Amigo, no seu web verifiquei que é bem visível a reclamação dos ex-veteranos (como o meu amigo) ...inconformados com a situação do governo roubar uns milhões de "tostões" (euros) com a redução do suplemento da miserável pensão.
Há um sentimento de injustiça contra nos veteranos. Uma chuva de cartas foram recebidas no ministério da Defesa reclamando o descontentamento de todos nos veteranos.
A este propósito foi publicado num jornal Americano o seguinte, que passo um resumo:
COLONIAL WAR - PORTUGUESE GOVERNMENT TAKE AWAY COINS A EXCOMBATANTS (guerra colonial - governo português tirou tostões a ex-combatentes)
Mais adianta o jornal:
Estes antigos combatentes sentem-se injustiçados pois foram sujeitos a uma guerra que não queriam, mas obrigados a cumprir. Tendo-se sujeitado ao clima terrível, doenças, calor escaldante, penetrar nas matas, capim, debaixo dum sofrimento, sem água potável, alimentação de rações enlatadas, em busca dos Nacionalistas O que todos desejavam era não encontrar o IN evitando o combate frontal e a perda de vidas humanas ou feridos entre as duas partes...
As forças Portuguesas frente a um inimigo ultimamente com armamento sofisticado (como os misseis Stella de fabrico russo) e com vasto conhecimento do terreno.
O moral das tropas Portuguesas era bem alto de robustos combatentes (confirmado pelos partidos nacionalistas (in).
E agora o governo (está-se nas lonas) criou três escalões de serviço: 75 Euros até 11 meses: 100 Euros período de 23 meses e 150 Euros para aqueles com 24 meses ou mais..
As forças Portuguesas frente a um inimigo ultimamente com armamento sofisticado (como os misseis Stella de fabrico russo) e com vasto conhecimento do terreno.
O moral das tropas Portuguesas era bem alto de robustos combatentes (confirmado pelos partidos nacionalistas (in).
E agora o governo (está-se nas lonas) criou três escalões de serviço: 75 Euros até 11 meses: 100 Euros período de 23 meses e 150 Euros para aqueles com 24 meses ou mais..
É lamentável o corte drástico para todos os afectados, principalmente para aqueles que vivem em dificuldades económicas.
PARA TODOS OS EMIGRANTES QUE POSSAM VER ESTA MENSAGEM
Saibam que cerca de quatro mil emigrantes em alguns países como a Venezuela de Hugo Chaves, estão impedidos de beneficiar do suplemento (da contagem do tempo militar) por Portugal não ter convenções com certos países (um deles a Venezuela)
Qualquer emigrante que pretenda informação sobre se tem direito à pensão caso se encontre incapacitado por invalidez ou completar 65 anos, deve requerer informação para a seguinte direcção:
Departamento de Acordos Internacionais de Segurança Social, I.P.
Rua da Junqueira, 112- Apartado 3070
1300-344 Lisboa, Portugal.
Mais de quatrocentos mil ex-combatentes têm direito a receber o Suplemento de Pensão assim que tiverem atingido o nível de idade ou baixa por incapacidade física, e que estejam incorporados nas convenções internacionais dos países Europeus ou dos E.U.da América e Canadá.
Cem mil euros é a divida do ano 2008 que o Ministério da Defesa a Segurança Nacional tem
para com a Caixa Nacional de Pensões.
PARA TODOS OS EMIGRANTES QUE POSSAM VER ESTA MENSAGEM
Saibam que cerca de quatro mil emigrantes em alguns países como a Venezuela de Hugo Chaves, estão impedidos de beneficiar do suplemento (da contagem do tempo militar) por Portugal não ter convenções com certos países (um deles a Venezuela)
Qualquer emigrante que pretenda informação sobre se tem direito à pensão caso se encontre incapacitado por invalidez ou completar 65 anos, deve requerer informação para a seguinte direcção:
Departamento de Acordos Internacionais de Segurança Social, I.P.
Rua da Junqueira, 112- Apartado 3070
1300-344 Lisboa, Portugal.
Mais de quatrocentos mil ex-combatentes têm direito a receber o Suplemento de Pensão assim que tiverem atingido o nível de idade ou baixa por incapacidade física, e que estejam incorporados nas convenções internacionais dos países Europeus ou dos E.U.da América e Canadá.
Cem mil euros é a divida do ano 2008 que o Ministério da Defesa a Segurança Nacional tem
para com a Caixa Nacional de Pensões.
Caros amigos veteranos o que mais podemos esperar? Eles têm a faca e o queijo e cortam por onde querem, pois assim diz a canção... "Eles comem tudo e não deixam nada".
Sem mais de momento
Sem mais de momento
um cordial abraço.
Moisés J. Cavadas
Moisés J. Cavadas
radicado nos E. U. A.
Veterano da Guerra Colonial em
Veterano da Guerra Colonial em
Angola 1965-1967
Registado como reservista
do exército americano
1968-1969
do exército americano
1968-1969
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Protesto sobre o Suplemento Especial de Pensão
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
"Nem só para lavar a roupa eles serviam"
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(...) Não me recordo do dia. Sei que tínhamos chegado muito recentemente a Moçambique, mais concretamente ao Planalto dos Macondes e tendo a C.CAÇ. 3309 sido destacada para o Aquartelamento de Tartibo.Lembro-me que nesse dia eu ia integrado num Pelotão da Companhia de Caçadores 3309 que saíra do Aquartelamento de Tartibo com destino à picada, esperar por uma coluna de reabastecimento que acabara de sair de Pundanhar, vinda de Palma com destino a Nangade. A operação era meramente rotineira, sendo idêntica às que se efectuavam diariamente.
Saímos de Tartibo, sempre pela mata com destino a um determinado quilómetro, para fazer a picagem de parte do itinerário para que a coluna de reabastecimento chegasse o melhor e o mais rápido possível a Nangade e sem incidentes ou minas.
Depois de o Pelotão ter picado vários quilómetros, de apanharmos com um sol abrasador, com a água a esgotar-se e depois de várias paragens para descansar e esquecendo o conselho dos mais velhos, exausto, procurei a sombra de uma árvore sem medir as consequências de como por vezes "eram traiçoeiras aquelas sombras".
Foi quando me aproximei de uma árvore para descansar um pouco que o meu Mainato (1) que transportava a bolsa de enfermagem exclamou muito assustado:
- "Mina óé!!!...nosso Cabo, mina óé! -Então, com toda a cautela necessária naqueles momentos, recuei muito devagarinho e colocando sempre os pés nas pegadas que tinha deixado para traz, lá me afastei do local banhado em suores que me inundavam o corpo.
De facto, era uma mina anti-pessoal armadilhada com um fornilho, e quem o confirmou foi o Furriel Diamantino da nossa Companhia e que ainda não tinha sido destacado para os GEs.
Com uma faca de mato, ele raspou nas bordas do rectângulo que mal se notava no chão e, olhando-me fixamente, exclamou bastante aliviado:
- "Pareces bruxo", - Se não fosse o Mainato lerpavas que nem um tordo.
Depois de isolada e ter sido colocado um petardo e acrescentado alguns metros de fio, a referida mina e o respectivo fornilho foram rebentados à distância fazendo uma enorme cratera no chão.
Aquele Mainato (que para além de participar connosco nas operações também lavava a roupa aos soldados no Aquartelamento) de que já não me recordo do seu nome mas que era bastante novato com cerca de 15 anos de idade, com aquele acto de que lhe estou imensamente grato, "parecia ser de Olhão e jogar no Boavista", ao descobrir dissimulado no meio do capim todo aquele engenho explosivo, tendo-me salvo daquilo que seria mais que certo; - que seria a amputação de uma ou de ambas as pernas, dos "TIN-TINS" (2) e eu sei lá de que mais...
Actualmente, e passados que são cerca de 38 anos do ocorrido, reconheço que fui bastante ingrato com aquele Mainato que me salvou, ao não saber mais nada dele.
Mas a guerra era assim; muito injusta... muito injusta...
Manuel Inácio Cardoso
ex- 1º Cabo Auxiliar de Enfermagem da Companhia de Caçadores 3309
Beiriz - Póvoa do Varzim
28 de Outubro de 2009
(1) Nativos que eram contratados para participar em operações com as nossas tropas, para o carregamento das bolsas de enfermagem e do rádio de transmissões.
(2) Testículos
Foto 1: O Cardoso em 1971 no Aquartelamento de Tartibo, assistindo ao reabastecimento por helicóptero de víveres. Em destaque a sua foto actual.
Foto 2: O Cardoso posa para a fotografia no Aquartelamento de Nova Torres, dentro de um barco de fibra capturado pela Companhia de Caçadores 3309 à FRELIMO, em 25 de Junho de 1971 numa operação no rio Rovuma.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Na sua deslocação em serviço à República de Moçambique, o meu amigo João da Rocha teve a amabilidade e a feliz lembrança de me perguntar, através de um mail que me enviou daquele país, o seguinte: - Sabendo ele dos meus gostos pela leitura, nomeadamente por livros de documentação histórica, - perguntou-me se eu pretendia alguma coisa dele já que se encontrava por aquelas terras banhadas pelo Índico.Aproveitando aquela disponibilidade, perguntei-lhe se me poderia ver numa das livrarias de Maputo (cidade onde se encontrava a fazer um trabalho relacionado com as eleições em curso e que o levou àquele país) se conseguiria encontrar um livro que descrevesse o conflito colonial mas segundo o ponto de vista dos Moçambicanos, mais concretamente da FRELIMO, que sempre classificaram (o que alguns de nós entendíamos como sendo a Guerra do Ultramar) como Guerra de Libertação Nacional.
Antes de regressar, enviou-me novo mail confirmando que na prestigiada livraria MINERVA CENTRAL (que fizera 100 anos em 2008) encontrara o livro que eu pretendia.
Regressado a Portugal no passado dia 22 de Outubro e deixando a minha encomenda em casa da sua mãe (a minha grande amiga MATILDE que trabalhou comigo na Indesit Company) lá me desloquei a Setúbal para adquirir aquela preciosidade histórica, e acrescentá-la à minha razoável mas já vasta biblioteca pessoal.
A respectiva obra intitula-se "II Congresso da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Memórias de Raimundo Domingos Pachinuapa", ex-guerrilheiro da FRELIMO e actual Tenente General na reserva.
Ainda não li a presente obra, mas apenas por a ter folheado considero que é um excelente documento, devidamente ilustrado com fotografias tiradas nas Zonas Libertadas ou em operações de guerrilha efectuadas pela FRELIMO no Planalto dos Macondes, na Província de Cabo Delgado, onde a minha Companhia, a Companhia de Caçadores 3309 também desenvolveu a sua actividade operacional.
Por se tratar de uma obra de grande importância histórica para a compreensão do conflito colonial segundo a perspectiva de quem nós portugueses combatíamos e considerávamos inimigos, esporádicamente irei nas páginas deste blog descrever algumas passagens da mesma, acompanhando a sua descrição com algumas das fotos que a ilustram.
Ao meu amigo João da Rocha o meu obrigado por se ter disponibilizado em "vasculhar" na MINERVA CENTRAL aquele livro que é uma obra de grande importância documental, mas também o meu agradecimento por ter transformado aquela encomenda que eu estava a pensar pagar o seu custo (era essa a condição) em oferta, apesar da mesma ter custado 300,00 METICAIS e, estranha curiosidade (a que em Portugal ainda não nos habituaram) isenta de IVA.
Carlos Vardasca
26 de Outubro de 2009
Foto: Capa da obra, "II Congresso da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) Memórias de Raimundo Domingos Pachinuapa".
Nota: O II Congresso da FRELIMO foi realizado de 20 a 25 de Julho de 1968, em Matchedje, na província de Niassa. Moçambique.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O meu protesto em forma de indignação
Caros amigosEm resposta ao comentário do meu amigo António Filipe, Ex-Enfermeiro da Companhia de Caçadores 3311 (Batalhão de Caçadores 3834) aproveito para vos dizer a todos vós que também estou profundamente indignado com a alteração efectuada pelo actual governo ao Suplemento Especial de Pensão dos ex-combatentes da Guerra Colonial.
Eu inicialmente recebia 185,70€ e este ano só recebi 150,00€. Portanto, é mais que justo considerar que foi um roubo de 35,70 € que o actual governo me fez, assim como à grande maioria dos ex-combatentes da Guerra Colonial, ao dividir os ex-combatentes em três escalões e colocar como escalão máximo os 150,00€, no que resultou numa redução substancial em todos eles.
Parece que não, mas foram uns largos milhares de Euros que o governo arrecadou nos seus cofres, dinheiro esse usurpado do esforço de guerra de milhares de ex-combatentes, em prol de uma Elite que vive sempre à “sombra do orçamento” e que sempre comeu “à volta da mesma gamela”.
Eu sei que esta verba é uma ninharia que para muitos de nós “nem aquece nem arrefece” e que seria muito mais bem empregue se fosse aplicada em favor daqueles que ainda hoje sofrem os efeitos da guerra e continuam desprezados pelas instituições, mais bem necessitados do que nós, que vivem com uma reforma de miséria, e o que viesse deste Suplemento Especial de Pensão (agora substancialmente reduzido) seria mais um aconchego para aliviar uma pequena parte das suas carências.
No entanto, e apesar de reconhecer a realidade descrita no início do parágrafo anterior, não deixo também de considerar de que se tratou de um roubo aquilo que o governo fez aos ex-combatentes da Guerra Colonial.
Eu penso que isto merecia um violento protesto por parte dos ex-combatentes, não com o objectivo de que nos seja restituída essa verba, mas que o montante total arrecadado em resultado das reduções efectuadas seja aplicado na assistência medicamentosa e apoio social aos ex-combatentes que dela necessitam, e vivam em condições degradantes em função do seu grau de deficiência motivado pela guerra.
O que acham? Que pensam sobre esta questão?
Um abraço a todos
Carlos Vardasca
Ex-combatente
Da Companhia de Caçadores 3309
(Moçambique 1971-1973)
Ex-combatente
Da Companhia de Caçadores 3309
(Moçambique 1971-1973)
Foto: Acidente de guerra na picada de Maniamba. Vila Cabral. Moçambique
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Protesto sobre o Suplemento Especial de Pensão
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Quando o seu silêncio nos perturbou...
Guerra Colonial. Belém, Lisboa.
O "Almada" aos nove anos de idade, e (de lenço negro ao pescoço) junto do Serrinha da C.CAÇ. 3309 e do "João Azeitão" da C.CAÇ. 2703 mo Aquartelamento de Pundanhar. Moçambique.
O "Almada" (o segundo a contar da esquerda) antes de ter falecido em combate, junto dos três enfermeiros que mais tarde, nos dias 1 e 2 de Outubro de 1971 lhe prestaram assistência (sem êxito) no dia do ataque da FRELIMO ao Aquartelamento de Tartibo em 01 de Outubro de 1971.de camaradas da C.CAÇ. 3309 no Aquartelamento de Nova Torres.
No dia seguinte ao ataque da FRELIMO ao Tartibo, o corpo do "Almada" chega no
helicóptero ao Hospital de Mueda. Moçambique, 02 de Outubro de 1971.
No dia seguinte ao ataque da FRELIMO ao Tartibo, o corpo do "Almada" chega no helicóptero ao Hospital de Mueda. Moçambique, 02 de Outubro de 1971.
violento ataque ao Aquartelamento e onde veio a falecer o "Almada".
Depoimento do Serrinha, ex- 1º Cabo Atirador da C.CAÇ. 3309 sobre o dia do ataque onde veio a
falecer o "Almada".
Depoimento do Cardoso, ex- 1º Cabo Enfermeiro da C.CAÇ. 3309 sobre a assistência prestada ao "Almada" no dia do ataque a Tartibo.
ataque a Tartibo onde veio a falecer o "Almada".
(1) Pedro Manuel Gaspar Augusto (natural de Lisboa mas residente em Almada) 1º Cabo Atirador NM 13619570 da Companhia de Caçadores 3309, falecido em combate no dia 02 de Outubro de 1971 em virtude dos graves ferimentos resultantes do ataque da FRELIMO ao Aquartelamento de Tartibo no dia 01 de Outubro de 1971.
In: Do Tejo ao Rovuma. Uma breve pausa num tempo das nossas vidas. História da Companhia de Caçadores 3309. Moçambique 1971-1973.
Um abraço solidário de quem sobreviveu
Carlos Vardasca
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